Conheça as principais doenças crônicas nos idosos

As doenças crônicas são aquelas que progridem com o tempo e costumam ter longa duração. Normalmente, não têm cura e apresentam apenas tratamento para os efeitos ou para evitar o agravamento.Na terceira idade, elas são especialmente comuns — segundo pesquisas, 70% dos idosos sofrem com ao menos uma doença crônica. Conhecê-las, portanto, é essencial para saber como prevenir ou lidar com elas, caso seja necessário.Na sequência, veja quais são os quadros mais comuns e entenda como eles afetam a qualidade de vida dos idosos!

Hipertensão

Ao considerar a população idosa brasileira, cerca de 60% das pessoas na terceira idade têm hipertensão arterial. O quadro é conhecido como pressão alta e se caracteriza por um aumento na força que o coração faz para bombear o sangue pelo corpo.Nessa fase da vida existem alguns fatores que colaboram com o problema, como a calcificação das veias, aumentando a pressão interna. Outras causas comuns são o acúmulo de colesterol nas paredes internas, o consumo excessivo de sódio e o sedentarismo.Ainda, a hipertensão em idosos pode aumentar o risco cardíaco, prejudicar a circulação e ampliar as chances de um acidente vascular cerebral (AVC). Para evitá-la, algumas práticas importantes são: ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, aliviar o estresse e evitar o tabagismo.

Artrite

Outra doença crônica comum no processo de envelhecimento é a artrite. Ela é marcada por uma inflamação das articulações, que pode causar dor, rigidez e dificuldade no movimento.Também é comum que a artrite em idosos esteja associada a dores na coluna e até a um risco ampliado de quedas. Em relação às causas, a mais frequente é o desgaste articular natural na terceira idade.Em relação aos riscos, o principal está relacionado à limitação ou mesmo perdas de movimentos, além de dores constantes que afetam a qualidade de vida. A prevenção não é totalmente viável, mas a prática de atividades físicas e o controle do peso podem ajudar a evitar danos maiores.

Diabetes

Ao falar em doenças crônicas em idosos, é importante considerar a influência da diabetes mellitus. Ela pode ser do tipo 1 (desenvolvida ainda na infância) ou do tipo 2, que é o quadro mais comum.No tipo 2, o corpo é capaz de produzir insulina, mas as células têm maior resistência para absorvê-la. Com isso, é comum que a taxa de glicemia fique elevada e fora dos padrões considerados saudáveis.Os principais sintomas são o aumento do apetite, o emagrecimento, a maior frequência urinária e a sensação de sede frequente. Porém, muitas vezes ela se manifesta de maneira silenciosa, o que a torna mais perigosa.Quanto às causas, a diabetes costuma ser resultado de uma alimentação rica em açúcares e carboidratos, sedentarismo, obesidade e/ou predisposição genética. Em casos mais grandes, ela pode prejudicar a circulação, a cicatrização e o funcionamento dos nervos ou dos rins.A melhor forma de prevenção da diabetes em idosos é a manutenção de uma rotina saudável. Para isso, vale investir em uma alimentação balanceada e na prática regular de exercícios físicos.

Osteoporose

Dando continuidade aos quadros crônicos mais comuns na terceira idade, vale abordar a osteoporose. Ela afeta mais de 10 milhões de brasileiros, principalmente idosos. A doença consiste em uma perda progressiva de massa óssea, que pode causar fragilidade e fraturas constantes.Entre os sintomas estão o aumento da sensibilidade nas regiões ósseas, alterações posturais e redução na densidade dos ossos. Nesse caso, o principal risco são as fraturas, que podem aumentar a incidência de acidentes e de hospitalização do idoso.Em geral, a osteoporose é causada por doenças preexistentes, como disfunções da tireoide ou falta de cálcio. Porém, existem outros fatores de riscos, como uma alimentação pobre em cálcio e magnésio, mas rica em refrigerantes, além do sedentarismo, da falta de vitamina D e do tabagismo.Para prevenir a osteoporose em idosos, é importante ter uma alimentação balanceada, com uma ingestão de cálcio que siga as exigências nutricionais. A exposição ao sol em horários seguros e a prática de exercícios físicos para fortalecimento muscular também são bem-vindos.

Alzheimer

Até aqui, você viu algumas das principais doenças crônicas em idosos que afetam a parte física e os diversos sistemas do corpo. Porém, há condições que afetam o cérebro e a capacidade cognitiva, como é o caso da Doença de Alzheimer ou popularmente Mal de Alzheimer.Essa é uma doença degenerativa, causada por uma destruição nas conexões dos neurônios. Assim, ela afeta a memória e outras capacidades mentais. Entre os sintomas, estão a perda de memória, a confusão mental, a desorientação e um declínio mental e cognitivo progressivo.Quanto às causas, a genética é o principal fator, mas existem outros quadros crônicos relevantes. Alguns exemplos são a hipertensão, a obesidade e a depressão, além do sedentarismo.Infelizmente, não é possível evitar o quadro. O que se pode fazer é desenvolver atividades terapêuticas para fortalecer a capacidade cognitiva, além de ter uma rotina saudável para diminuir o ritmo da degeneração celular.

Depressão

Depois de conhecer doenças crônicas físicas e cognitivas, é preciso explorar um quadro ligado à saúde mental: a depressão. Na forma crônica, ela consiste em um desequilíbrio que pode provocar alterações de humor.Os sintomas costumam ser individualizados, mas podem incluir tristeza, apatia, isolamento e outras sensações, inclusive com efeitos físicos. Entre as causas, os fatores genéticos são predominantes. Isso porque ela pode ser desencadeada por um desequilíbrio de neurotransmissores.A prevenção não é totalmente possível, mas praticar atividades físicas, manter vínculos socioafetivos fortes e cuidar da alimentação podem ajudar a diminuir o risco de depressão em idosos.

A importância do apoio profissional

Como visto, essas e outras doenças crônicas são comuns em idosos e podem afetar a qualidade de vida e a longevidade. Apesar de nem sempre ser possível evitá-las, existem formas de manejar os quadros com apoio profissional.Por isso, é muito importante buscar especialistas que poderão identificar riscos, atuar na prevenção ou realizar um tratamento adequado, quando necessário.Entre os especialistas em Gerontologia, o fisioterapeuta tem grande importância. Ele poderá ajudar a devolver ou manter a capacidade de movimento dos idosos, além de auxiliar na manutenção da saúde física. Com isso, é possível reduzir os riscos sobre diversas condições e mitigar seus efeitos.Como você pôde notar, as doenças crônicas estão muito presentes na população idosa e, por isso, merecem atenção extra. Assim, a busca por profissionais especializados em Gerontologia é essencial tanto para atuar na prevenção quanto para reduzir os riscos e as consequências.Que tal ajudar mais pessoas a se prevenirem e cuidarem melhor da saúde? Compartilhe este post com os seus contatos!Aproveite também para seguir as publicações da Geridades no Facebook e Instagram!

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *